QUEM NÃO É CONTRA NÓS, É POR NÓS! 

QUEM NÃO É CONTRA NÓS, É POR NÓS! 

4. Maio 2022 0 Por Araújo
“Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demónios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue.
Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós.”
Igual aos discípulos de Jesus que impediram o homem de não usar o nome do Senhor para curar os enfermos, só porque este, não os seguia a par e passo, atualmente, vem ocorrendo isso nas nossas vidas.
Tantas são as pessoas hoje em dia, que por se encontrarem a par e passo de uma determinada individualidade ou ligados a um ministério, entenda-se, acabam a julgar-se mais “responsáveis/importantes” do que outros que não se encontram no seu círculo atual.
Nesta parte do Evangelho do livro de Marcos, é importante sublinhar um detalhe: os discípulos de Jesus não se atentaram ao facto de que numa ocasião anterior, eles foram incapazes de expulsar o demónio a um rapaz. (Ver Marcos 9:18)
Mas na primeira oportunidade que viram um outro servo, curar em nome do Mestre, eles impediram que o homem assim procedesse, pois não era “apropriado” para pessoas que estivessem fora do círculo dos doze.
Os discípulos andavam todos os dias ao lado de Jesus, vendo todas as Suas maravilhas, mas não conseguiram realizar o milagre, que era curar um rapaz. Porém, um homem que cria no Nome de Jesus e não fazia parte dos doze discípulos, libertava os oprimidos.
Aqui, é interessante notar como a fé se manifesta.
E como os discípulos na altura, muitos são aqueles hoje, que rapidamente criticam a intrepidez de outras pessoas, e não entendem que precisam ter a mesma fé que aquele homem que não era parte dos doze.
Ao reprovarem o homem, os discípulos demonstraram ciúme e individualismo, e mostraram não aceitar que pessoas fora do seu círculo realizassem sinais e curas em nome de Jesus. Em vez de o tratarem como um aliado, consideraram-no como inimigo.
Curiosamente, e tocando neste assunto, lembrei-me do que tenho assistido nos dias atuais, entre activistas e militantes dos partidos.
É deplorável assistir estes atores cívicos, políticos e sociais, digladiarem-se entre si, para saber quem é o maior entre eles. E pior é ver, os mesmos atores, fecharem a porta àqueles que se encontram “fora do círculo” deles, que por próprio intermédio lutam e apoiam igualmente a Alternância de Poder em Angola.
Quando o assunto é o activismo em Angola, vem sempre ao de cima a questão da liderança; quem começou, quem fez mais, quem mais vezes foi preso, quem mais vezes foi perseguido, quem mobiliza mais, quem possui mais seguidores, quem tem mais fotos publicadas, e por aí. É triste!
E o que vejo é que há uma corrida tremenda por poder e por promoção pessoal, daí a origem destas disputas entre militantes de um mesmo partido, entre activistas e outros influenciadores.
Mas atenção, todo aquele que tem por objetivo fundamental lutar por status ou posição de destaque e honra, é a prova que está contaminado pelas vaidades e quer apenas salientar os seus próprios interesses. Estes, não vão se comportar de maneira diferente com relação aos atuais!
E é assim e infelizmente, que muitos angolanos hoje em dia não acompanham a dinâmica dos líderes revolucionários do país, que têm como objetivo principal mobilizar o maior número possível de pessoas para tornar possível a Alternância de Poder em Angola.
Porém, muitos preferem andar iludidos e concentrados em alimentar rivalidades no seu próprio seio, alimentando a vaidade, a inveja, e a aspiração por cargos de relevo, porque aprenderam que a importância de uma pessoa só é possível quando esta ocupa um “bom” cargo. E isso é lastimável.
Por favor, vamos nos tratar com respeito e dignidade, e nos focar em salvar o nosso povo.