O PERCURSO FAZ-SE CAMINHANDO E É NESTE PERCURSO QUE TRAZEMOS MAIS UMA HEROÍNA

O PERCURSO FAZ-SE CAMINHANDO E É NESTE PERCURSO QUE TRAZEMOS MAIS UMA HEROÍNA

12. Maio 2022 0 Por Araújo
A HISTÓRIA DA HUMANIDADE FOI SEMPRE ESCRITA POR MULHERES E HOMENS VALENTES. A HISTÓRIA DA NOSSA HEROÍNA MARIA FERNANDA NGEVE JAMBA CHIMBILI (CIMBILI) NÃO FOJE À REGRA.
Maria Fernanda Ngeve Jamba Chimbili, filha de Tavares Hungulo Jamba e de Ruth Beatriz Jamba, nasceu aos 04 de Agosto de 1951, no Lutamo Missão do Dôndi, município do katchiungo (Kaciwungo), província do Huambo ( Wambu).Teve um berço de conduta religiosa e por esta razão baptizada em tenra idade na Missão Evangélica do Dôndi.
Fez os seus estudos primários no Kachilengue (Kacilenge), na escola do seu saudoso pai o Professor Tavares Hungulo Jamba e posteriormente na Escola Means, na Missão do Dôndi. Dado o seu aproveitamento académico deu continuidade aos estudos na escola Comercial Sarmento Rodrigues, actual Hochiminy.
Em Setembro de 1969, contraiu matrimónio com o Sr. Justo Kanema Chimbili e fixaram residência na província de Benguela no município do Lobito. Do seu casamento nasceram cinco filhos. Ainda em 1969, a mãe, tia Nanda Chimbili, como era, carinhosamente tratada, ingressa na função pública como professora eventual do posto na Missão Católica da Bela Vista do saudoso Padre Manjenje ao mesmo tempo que concluía o Quinto Ano do Líceu.
Concluído o Quinto do Liceu, ascendeu à categoria de Professora Primária, tarefa que desempenhou com muito amor e brio tal como testemunha o seu antigo aluno, o conêgo Apolónio Graciano.
Em 1974, a nossa Heroína, em companhia de seu esposo aderiram à UNITA e sob orientações do Dr. Jorge Valentim participaram na dinamização e organização das estruturas do Partido, na cidade do Lobito. Neste âmbito, fez parte da comitiva que partiu do Lobito para Luanda em 1975 para a grande recepção do saudoso Presidente Fundador da nossa gloriosa UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi.
Em Outubro de 1975, devido ao agudizar da situação política, ela e sua família viram-se forçados a abandonar o Lobito com destino ao Huambo (Wambu), passando por Moçâmedes (actual Namibe).
Em 1976 mais, concretamente, no dia 08 de Fevereiro, dado a força do expansionismo das tropas coligadas Russo-Cubanas, a família viu-se novamente forçada a abandonar o Huambo (Wambu), dando início a longa marcha em busca da liberdade. Ainda no mesmo ano refugiaram-se na vizinha Namíbia (Rundu) onde na companhia de outras famílias permaneceram cerca de um ano e meio.
Aos 24 de Dezembro de 1978, o patriotismo falou mais alto e dá-se o regresso à terra Mãe, terra de seus ancestrais, Angola. Nesta altura, abre-se um outro ciclo de momentos difíceis nas regiões de Calai (Kalayi, Mindjandja, Mupupa, Rito, Vila Nova de Armada, Muye, Mwenembonge, Candendele (Kandendele) e outras localidades.
Em 1980 da a sua abnegada entrega ao serviço da Revolução que se impunha, é nomeada pelo então Coronel Epalanga para Secretária da LIMA na RM 17 e simultaneamente formando cérebros de homens e mulheres que, na sua maioria, são hoje grandes Quadros do Partido.
De Setembro de 1984 a Maio 1985, participou do curso de Formação Política e Ideológica, no Centro de Estudos Comandante Kapesi Kafundanga “CECKK”. Segundo testemunho do Brigadeiro Manuel Urbano “Meny”seu colega do Curso, a mãe , tia e Professora Nanda foi uma das activistas do Centro numa autêntica simbiose com a saudosa Major, mana, tia Landy ou Olinda Kulanda sob coordenação do saudoso tio Chapuakisso (Capwakiso).
Findo o curso, Nanda Chimbili foi colocada no Executivo Nacional da LIMA, no qual desempenhou várias funções, com maior destaque, a de Secretária para a Mobilização da LIMA. Participou activamente na organização e mobilização das massas nas Regiões militares – RM11, RM 35 e RM 45.
De referir que, a nossa Mulher de Mérito da presente edição, no cumprimento das obrigações que tinha que levar a cabo, nunca pôs a família como elemento condicionante. Quantas vezes não teve que deixar crianças de tenra idade com seu esposo e até na maioria das vezes com sua primeira filha Mena , porque o espiso, pir sua vez tinha missões específicas a cumprir, porque a Pátria e o momento o exigia? Claro que foram sem duvida, enumeras vezes.
Com a assinatura dos acordos de Paz Bicesse foi transferida para o Lobito a fim de reactivar e dinamizar as estruturas antigas do Partido, tarefa que cumpriu com zelo e dedicação. Diante das escaramuças de 1992 ela e família viram-se obrigadas a abandonar novamente o Lobito em direcção ao Huambo ao encontro da Direcção do Partido.
Em 1998,com o agudizar da situação político-militar retira-se com a família do Bailundo (Mbalundu) para às matas. Mãe, tia e professora Nanda Chimbili, nunca desistiu da missão nobre de servir à Patria de seu nascimento, sempre presente em todas as etapas luta para edificação de uma sociedade Angolana justa e igual para todos, dando o seu contributo na luta pela conquista da Democracia do País que custou inclusive, a morte do presidente fundador, no Campo de Batalha Heróica, a 22 de Fevereiro de 2002.
Maria Fernada Ngeve Jamba (Ndjamba) resistiu à várias peripécias, impostas pelas circunstâncias fratricidas motivadas pela ambição descontextualizada do nosso adversário político e nunca se resignou, com a dedicação, determinação entrega e abnegação de sempre, desempenhou com zelo o seu papel de sensibilizar mulheres e homens a manter a serenidade e a devida calma face à perda do Guia incontestável, pois revestidade de sapiência e como Mulher formada, preparada pelo Presidente Savimbi, temperada por longas marchas e desafios à mistura, tinha plena confiança que ter-se-ia um rumo e a UNITA como PARTIDO moldado pelo Homem de todos os tempos, não se apagaria.
Mana, tia Nanda Chimbili, Grande e exímia Mulher no quadro da mobilização de massas! A nossa HEROÍNA, com a Assinatura do Memorandum de Paz do Luena (Lwena) -Província do Moxico, em companhia de sua família seguiram para o aquartelamento do Menga.
Dado o seu estado de saúde, em Julho de 2002, com a família seguiu para Luanda onde aos 25 de Setembro foi vítima de um AVC fatal. A Mãe, tia, Professora, Mana e Companheira das Fileiras do Braço Forte e Inabalável da UNITA-LIMA; Nanda Tavares Chimbili foi uma pessoa excepcional! Dnâmica, simpática, muito sensível à dor dos menos equipados, carinhosa, excelente: esposa, mãe, irmã, e grande líder.
Seus feitos são dignos de rememoracão e escritos com Letras de Ouro na História inapagável da Liga da Mulher Angolana ao lado de outras Mulheres da sua estirpe cujos exemplos seguiremos, sabiamente guiadas pelo nosso Querido Presidente Adalberto Costa Júnior.
NO TEMPO E NO ESPAÇO, A UNITA É FORTE!
HONRA E GLÓRIA ÀS HEROÍNAS DA PÁTRIA ANGOLANA ❤
LIMA PÁTRIA💚
LIMA UNIDADE