O regime de ditadura comunista Chinês expressa oposição a críticos da detenção de cardeal católico pró-democracia em Hong Kong…

O regime de ditadura comunista Chinês expressa oposição a críticos da detenção de cardeal católico pró-democracia em Hong Kong…

13. Maio 2022 0 Por Araújo
A China expressou hoje “firme oposição” à enxurrada de críticas do Ocidente, após a detenção, no dia anterior, em Hong Kong, do cardeal Joseph Zen, de 90 anos, e outros proeminentes ativistas do movimento pró-democracia.
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“Os indivíduos envolvidos são suspeitos de conspirar com países ou forças estrangeiras para colocar em risco a segurança nacional – um ato de natureza grave”, disse um porta-voz do Gabinete do Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na Região Administrativa Especial.
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Em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros lembrou que Hong Kong é “uma sociedade regida pela Lei” e que “nenhum indivíduo ou organização pode estar acima da Lei”.
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“Todas as atividades ilegais serão punidas”, disse. “Opomo-nos firmemente a quaisquer atos de difamação do Estado de Direito de Hong Kong e à interferência nos assuntos de Hong Kong”, defendeu.
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O cardeal católico pró-democracia foi detido na terça-feira em Hong Kong e libertado mais tarde sob caução. A cantora Denise Ho, detida ao mesmo tempo, foi igualmente libertada sob fiança.
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A agência católica Asianews, que citou fontes locais e vários meios de comunicação de Hong Kong, apontou que a detenção “estava relacionada com a gestão do Fundo 612”, uma organização de beneficência que, até ao seu encerramento, ajudou milhares de manifestantes pró-democracia envolvidos nos protestos de 2019.
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As autoridades detiveram Zen e Denise Ho juntamente com outros promotores do fundo, que deixou de funcionar em outubro do ano passado, entre os quais a conhecida advogada Margaret Ng e o académico Hui Po-keung.
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As detenções suscitaram críticas por parte de vários governos ocidentais.
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Os Estados Unidos pediram a Pequim que “pare de atacar aqueles que defendem Hong Kong” e o Vaticano disse que está a “acompanhar o desenvolvimento da situação com extrema atenção”.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano descreveu esta onda de detenções como “profundamente preocupante” e o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, expressou a sua “grande preocupação”.
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Lusa